O Fim de Todo o Nosso Desejo
“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó
Deus, suspira a minha alma.”– Salmo 42:1,2
Dentro de cada anseio está o desejo mais profundo pelo qual fomos
criados, o desejo por Deus. Podemos
não reconhecer nem saber dar um nome após
sentir. Talvez possamos até tentar negar. Mas tendo sido criados na imagem
dele, não podemos negar o desejo pelo nosso Criador mais do que podemos
desfazer a natureza de nosso ser. “Em algum lugar nas profundezas da
infinidade, fica uma parte escondida de nós mesmos: aquilo que não trouxemos
conosco para esta vida, a peça que falta, aquela que nos deixa incompletos e
gera um anseio de nos ligarmos novamente à fonte de nossa existência, além de
uma visão distorcida de perfeição e inocência” (Paul Ciholas).
Deve se notar que ter Deus como nossa necessidade mais profunda
não é a mesma coisa que senti-lo como nosso desejo mais profundo. Certamente
sentimos de forma mais intensa a nossa necessidade quando estamos sofrendo. Mas
a realidade é que precisamos de Deus a cada instante, e devemos desejá-lo
sempre. Não precisamos menos de Deus quando estamos felizes do que quando não
estamos. A cada dia e todos os dias “nele
vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos
17:28). Como a nossa necessidade mais profunda, mais constante, ele deve também
ser o nosso desejo mais profundo sentido pelo coração.
Das infinitas riquezas de sua graça, Deus tem a capacidade de
suprir as nossas necessidades. Ele tem cada tesouro pelo qual anseiam os nossos
corações, e somente ele “pode satisfazer até o último abismo de mágoa da alma
humana” (Oswald Chambers). A vontade de Deus é que o busquemos sinceramente e
façamos a ele as nossas súplicas a respeito de cada lugar vazio dentro de nós.Pois
quando desejamos agir para suprir nossas carências ateamos fogo ao nosso próprio
coração. “ A cheguemo-nos,
portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos
misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16).
Mas além de cada uma de nossas necessidades inferiores, Deus
próprio é o fim de todo o nosso desejo. Ele é o alvo de nossa existência, o
cumprimento de tudo aquilo que fomos criados para ser. “Senhor...no teu nome e na tua
memória está o desejo da nossa alma” (Isaías
26:8).
O Senhor nos acorda para deliciarmos no seu louvor; pois o Senhor
nos fez para ti, e nosso coração não encontra descanso até descansar em ti. (Agostinho de Hippo)

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