A ira é um estado emocional caracterizado pelo acúmulo de irritação tal que leva o indivíduo a um descontrole emocional sem precedentes. Isso pode levá-lo a ações comprometedoras.
O rei Salomão comparou o homem que se apressa em irar-se ao tolo (Ec 7.9). Sabe-se que tolo é aquele incapaz de agir corretamente, com bom senso, em conseqüência de sua simplicidade em demasia. Tal comparação não é boa porque fere o amor próprio. Mas não é só ao tolo que o homem iracundo é comparado. É também chamado de insensato, isto é, aquele que é falto de razão, demente, louco (Pv 27.3).
É fato que todas as pessoas têm seus momentos de ira, de rancor, de raiva. Mas essa situação não deve perdurar por muito tempo. São situações momentâneas, passageiras (Ef 4.26), para não se tornar pecado.
A ira é fruto da carne. O apóstolo Paulo fez inúmeras recomendações às várias igrejas, através de suas cartas. Demonstrando seu extraordinário zelo pela vida espiritual dos crentes, advertiu-os a não praticarem as obras da carne porque são contrárias e desagradáveis ao Espírito Santo. O crente precisa ater-se a esses maravilhosos ensinos e ficar vigilante; evitando, assim, a prática de tais obras. Essas atitudes são incompatíveis com a vida de santidade e domínio próprio. O Espírito Santo é quem capacita o crente a fugir ou a controlar-se. Mas é necessário que haja boa vontade da parte de cada um, a fim de que o Espírito Santo encontre condições para atuar.
Aqui estão algumas sugestões dadas, pelo próprio apóstolo, para o crente banir o nervosismo que provoca a ira:
Não dormir irado; antes do anoitecer reconciliar-se e perdoar os ofensores;
Não cultivar a ira para que ela não cresça e chegue a atitudes extremas.
Não usar palavras ofensivas ou agressivas que suscitem a ira de alguém;
Usar palavras que edifiquem, até mesmo em situações de discórdias;
Evitar entristecer o Espírito Santo, perdendo o controle da situação;
Evitar qualquer espécie de atitudes que despertem a ira.
A ira é proibida por Deus. O rei Salomão foi usado por Deus, em toda a sabedoria, para advertir acerca da ira. Ele diz que o homem que se ira facilmente fará coisas loucas e também aquele de maus pensamentos não será apreciado (Pv 14.17). O conselho bíblico é, pois, para que o homem esteja sempre retardando irar-se (SI 37.8; Pv 15.18; 16.32; Tg 1.19).
CONSEQÜÊNCIAS DA IRA HUMANA
Como todos os demais pecados, a ira traz conseqüências. Porque ela desenvolve outras tantas situações prejudiciais ao próximo.
A ira tem ligações negativas. Ela pode desencadear situações desastrosas que finalizam com a prática do mal, porque está ligada:
Ao orgulho, sentimento que leva o homem a humilhar seus semelhantes (Pv 21.24);
À crueldade, que torna o homem insensível, endure-cendo-lhe o coração para a prática do mal (Pv 27.3,4);
A malícia e à blasfêmia (Ef 4.22), que são manifestações próprias do "velho homem", isto é, o homem sem Cristo.
A desavença e à contenda (Pv21.19; 29.22; 30.33) que levam o homem a situações desagradáveis por pequeno que seja o motivo.
A ira leva à prática do mal se não for controlada.
O apóstolo aconselha não deixar a ira se consumar, porque, dessa forma, consumar-se-á o pecado (Gn 49.5-7; Nm 22.27; Mt 2.16).


Nenhum comentário:
Postar um comentário